PirateFi - jogo da Steam que escondia malware

Recentemente, a Valve anunciou o por que retirou o jogo PirateFi da sua plataforma, a Steam. Isto é porque ele possuía um malware, que é capaz de roubar senhas e credenciais dos jogadores. Por conta disso, nesse post nós vamos explicar tudo sobre essa situação e o que você deve fazer caso tenha baixado o PirateFi.

O que é Steam?

A Steam é uma plataforma digital de distribuição de jogos para computador, ela está disponível para Linux, macOS e Window. A Valve Corporation criou a Steam e a lançou oficialmente em 2003

A princípio, a Valve criou a Steam para facilitar as atualizações de seus próprios jogos, como Counter-Strike e Half-Life por exemplo. Além disso, ele também oferecia recursos contra pirataria e hackers.

Desse modo, com o passar do tempo, a Steam foi se expandindo para incluir jogos de terceiros. Assim, ela se tornou uma das maiores referências do mercado de games para PC.

O que é malware?

Em resumo, dizemos que um malware, abreviação de software malicioso, é qualquer programa ou código desenvolvido para prejudicar sistemas computacionais, redes ou dispositivos móveis.

Isto é porque eles podem roubar seus dados pessoais, espionar as suas atividades, comprometer o desempenho do seu sistema e até mesmo levar à extorsão financeira. Os malwares podem se infiltrar no seu dispositivo de várias formas, desde anexos de e-mail maliciosos, downloads de softwares infectados até mesmo a exploração de pontos fracos em sistemas desatualizados.

Malware escondido num jogo da Steam para roubar senhas

Recentemente, a Steam disponibilizou o jogo gratuito PirateFi por 4 dias, do dia 6 até o dia 10 de fevereiro. No entanto, descobriram que o PirateFi continha um malware oculto entre seus arquivos. Assim, ele roubava senhas e outras informações sensíveis dos seus jogadores.

Logo após descobrir esse malware, a Valve removeu o jogo da Steam e enviou um alertas para os jogadores, pedindo que adotassem algumas medidas de segurança. Esse episódio causou um alarde, relembrando as pessoas sobre os riscos de baixar conteúdo de fontes não verificadas e a importância da segurança digital.

Que jogo é esse?

O jogo que continha o malware é o PirateFi. Ele era um jogo gratuito com a temática de pirata e tinha como base mecânicas de sobrevivência e de exploração. Tendo uma estética que mesclava elementos de fantasia com cenários marítimos, ele buscava atrair jogadores interessados em aventuras e desafios.

O PirateFi possuía diversas dinâmicas típicas do seu estilo de jogo, a coleta de recursos, a construção de bases e a interação multiplayer. Embora tenha tido pouco tempo no ar, o PirateFi teve avaliações muito boas, tendo cerca de 88% da aprovação dos seus jogadores.

Como funciona o malware?

O malware que está dentro do PirateFi é um infostealer (ladrão de informações) sofisticado. Os desenvolvedores projetaram esse malware para operar de maneira silenciosa e sem alertar o usuário.

Desse modo, quando o jogo começa, ele ativa um módulo malicioso em segundo plano. E esse módulo começa a explorar todos os pontos fracos do sistema e usa técnicas avançadas de ofuscação para conseguir evitar a detecção por antivírus e outras ferramentas de segurança. Esse módulo realiza diversas ações, entre as principais estão:

  • Coleta de informações sensíveis – ele consegue extrair dados do seu dispositivo, como senhas armazenadas em navegadores, cookies de sessão, histórico de navegação e até arquivos pessoais presentes no dispositivo. Além disso, em alguns casos, técnicas de registro de teclas digitadas e captura de tela podem ser usadas para aumentar o volume de dados roubados.
  • Transmissão remota – logo depois de coletar essas informações, os dados são enviados para servidores controlados pelos hackers. Nesses servidores, os dados podem ser analisados e usados para acessar contas online, cometer fraudes e até realizar roubos de identidade.
  • Técnicas de evasão – para não ser detectado, o malware usa diversos métodos de camuflagem e rotinas de autodefesa que dificultam a análise e a identificação de sua presença no sistema.

Esse modelo de ataque é frequentemente comercializado no formato Malware-as-a-Service (MaaS). Além disso, ele também permite que qualquer um use ferramentas sofisticadas para danificar sistemas. Assim, tornando esse problema ainda mais perigoso.

Como os hackers desenvolveram esse jogo?

Os hackers responsáveis pelo PirateFi usaram uma combinação de estratégias para criar um jogo que, à primeira vista, pareceria legítimo e atraente para os jogadores.

Primeiramente, em vez de desenvolverem um jogo do zero, os hackers usaram um template de jogo de sobrevivência com temática pirata. Esse template foi escolhido por oferecer uma estrutura robusta e era apelativo visualmente. Assim, eles conseguiram criar rapidamente um jogo que atendia às expectativas dos jogadores, tanto em relação a estética quanto a dinâmica do gênero.

Ao mesmo tempo, durante o processo de personalização, os hackers integraram discretamente o código do infostealer ao pacote de instalação. Usando algumas técnicas de ofuscação foram usadas para esconder o malware dentro do jogo, fazendo com que sua presença passasse despercebida tanto pelos sistemas de segurança da Steam quanto próprios usuários.

Além disso, os hackers usaram ferramentas de criação de malwares para incorporar funcionalidades maliciosas no software. Assim, não tendo a necessidade de desenvolver o código do zero. Desse modo, eles reduziram o tempo de desenvolvimento e tornaram esse tipo de ataque mais acessível a grupos com menos conhecimento técnico.

Sendo assim, os hackers exploraram as brechas temporárias no sistema de análise da Steam e conseguiram que o jogo fosse publicado e distribuído para um grande número de usuários antes que o malware fosse detectado.

Quais foram as medidas tomadas?

Depois descoberta do malware, a Valve e a mídia adotaram diversas medidas para conter essa ameaça e proteger os usuários, entre as principais estão:

  • Remoção imediata do jogo – A Steam retirou o PirateFi da loja, interrompendo novas instalações do software malicioso.
  • Avisos e orientações aos usuários – A Valve emitiu comunicados que alertavam os jogadores sobre o risco do malware e recomendando a realização de varreduras antivírus em seus sistemas.
  • Investigação aprofundada – Equipes de segurança foram mobilizadas para identificar a origem do malware e entender como ele foi incorporado ao jogo. Assim, visando aprimorar os processos de verificação na plataforma.
  • Reforço das políticas de segurança – depois desse incidente, a Steam viu que precisava de práticas de análise de jogos mais rigorosas. Desse modo, evitando que isso aconteça novamente no futuro.

O que fazer se instalei o PirateFi?

Caso você tenha baixado e instalado o PirateFi, é importante que você tome as medidas necessárias para minimizar os riscos e proteger suas informações pessoais. Algumas das principais medidas recomendadas são:

  • Desconectar da internet – desligue sua conexão com a internet. Já que assim, você  impede que o malware continue enviando informações para os servidores dos hackers e dificulta a comunicação remota com o seu dispositivo.

  • Execute uma varredura completa com um antivírus confiável – tenha certeza de que seu software de segurança esteja atualizado e realize uma análise completa do sistema. Caso o antivírus não detecte o malware, considere utilizar ferramentas especializadas em remoção de infostealer.

  • Alterar todas as suas senhas – em um dispositivo seguro, mude as credenciais de todas as contas importantes, como e-mails, redes sociais e serviços bancários. Assim, você evita que os dados roubados sejam usados para acessos indevidos.

  • Realizar backup dos dados importantes – faça cópias de segurança de arquivos essenciais em um meio de armazenamento externo, como USB, que não esteja conectado permanentemente ao computador. Desse modo você garante a preservação dos seus dados caso seja necessário reinstalar o sistema operacional.

  • Reinstalar o sistema operacional – caso tenha dúvidas sobre a integridade do sistema, faça uma reinstalação do sistema. Já que essa pode ser a forma mais eficaz de remover qualquer resquício do malware. Entretanto, se certifique de que todos os dados estejam devidamente salvos antes de proceder.

  • Monitorar atividades suspeitas – depois de remover o malware, fique atento a qualquer comportamento anormal nas suas contas online e transações financeiras. Caso identifique algo anormal, entre em contato imediatamente com as instituições responsáveis.

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